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	<title>Rafael Bernard Araujo &#187; manifesto</title>
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		<title>Manifesto contra a&#160;CPMF</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 12:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rafael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
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          <!-- boo-widget end --><blockquote><p>Caro companheiro,</p>
<p>A CPMF, quando surgiu em 1996, era apenas uma contribuiçao provisória criada para salvar a saúde pública, uma vez que o Sistema Único de Saúde estava em xeque, vivendo grandes tragédias.</p>
<p>Passados 11 anos de sua criaçao, corremos o risco de que se torne definitiva, contrariando o desejo da populaçao brasileira, que é ser desonerada, liberada deste ônus. Assim, manifestamo-nos contra a suposta necessidade de prorrogaçao, pelo Governo, da vigencia da CPMF.</p>
<p>Para que nosso apelo seja ouvido e atendido, solicitamos o seu apoio, que poderá ser expresso mediante adesao ao abaixo-assinado encontrado na seqüencia do texto explicativo, e que será encaminhado aos poderes públicos competentes.</p>
<p>Paulo Skaf<br />Presidente </p></blockquote>
<p>Assine o manifesto contra a CMPF: <a href="http://apps.fiesp.com.br/pesquisas/cpmf/Cpmf.asp" target="_blank" class="extlink">http://apps.fiesp.com.br/pesquisas/cpmf/Cpmf.asp</a>. Veja quem são os assinantes em <a href="http://apps.fiesp.com.br/pesquisas/cpmf/Participantes.asp" target="_blank" class="extlink">http://apps.fiesp.com.br/pesquisas/cpmf/Participantes.asp</a>.<br />
<blockquote>Manifesto da Sociedade Brasileira contra a Manutenção da CPMF</p>
<p>A rigor, 1996 foi o primeiro ano de pleno funcionamento de uma nova moeda, o Real, implantada dois anos antes. O Plano Econômico do Governo Fernando Henrique, que havia banido a inércia inflacionária e estabilizado a moeda, alcançava 75% de aprovação nas pesquisas de opinião pública em todo o Brasil.</p>
<p>Sob a euforia da sociedade com um novo tempo de economia forte e sinais de retomada do crescimento, surgiu a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), para salvar a saúde pública, então passando por sucessivos escândalos.</p>
<p>O Sistema Único de Saúde (SUS) estava em xeque, vivendo grandes tragédias: mortes por contaminação em hemodiálise em Pernambuco; vacinas causando vítimas em São Paulo; idosos maltratados no Rio de Janeiro; bebês mortos em UTI’s no Ceará e no Espírito Santo. Algo precisava ser feito, e não havia recursos.</p>
<p>Mais uma vez, a solidariedade e a generosidade do povo brasileiro assimilaram a CPMF, um novo custo direto. A CPMF era apenas provisória. Mas, o tempo passou e lá se vão 11 anos desde a sua criação. No ano seguinte ao do surgimento da contribuição, a carga tributária brasileira foi quase de 27% do PIB. Já em 2006, havia crescido e atingido 33,7% do PIB. Ou seja, uma década depois do surgimento da CPMF estamos pagando cerca de mais sete pontos percentuais de impostos sobre o PIB. E não se recebe esse montante, nem de longe, em serviços do Governo.</p>
<p>O cidadão brasileiro — além de arcar com uma das maiores cargas tributárias do planeta —, ainda precisa pagar por segurança, saúde, escola e outros benefícios privados para sobreviver. O Governo não se preocupa em gerir responsavelmente a coisa pública, em cortar ou diminuir gastos que, como os impostos, continuam subindo a cada ano. A CPMF, que era provisória, continua sendo prorrogada, agora sem “justo” motivo. Estamos sob a ameaça de que se torne definitiva na contramão do que a sociedade pretende —, que é ser desonerada para diminuir o Custo Brasil, aumentar a competitividade, abaixar preços, gerar novos empregos.</p>
<p>Reduzir impostos é possível, como demonstra o estudo desenvolvido pela Fiesp anexo a este manifesto de inúmeras entidades da sociedade civil brasileira — uma forma de contribuir para a conscientização da importância dessa salutar medida. Sem sacrificar qualquer um dos projetos sociais do Governo, é possível cortar gastos públicos e eliminar a suposta necessidade de prorrogação da CPMF. Reduzindo a taxa de juros, por exemplo, teríamos outra medida do governo capaz de gerar substantiva economia aos cofres públicos, sem falar de maior crescimento no PIB.</p>
<p>Assim, todas as entidades abaixo que, unidas na sua grande representatividade, subscrevem este manifesto, exigem do Governo Federal o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no seu prazo, bem como, a não prorrogação ou criação de um novo tributo que a substitua. Para o bem do Brasil.</p>
<p>São Paulo, 9 de maio de 2007.</p></blockquote>
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