O foguete da China

Há dias ouvimos a notícia do sucesso da China em enviar um foguete para destruir um satélite chinês antigo. O feito é importante porque realça a capacidade militar da China na precisão em acertar alvos. Em seguida, o histerismo estadunindense levou a China a pronunciar que os estudos e testes são pacíficos. Isso me lembrou a pressão que os Estados Unidos também fazem sobre o Irã.

Não sei se vou contra a maré, mas vejo uma grande hipocrisia nos xiliques dos Estados Unidos. Por que o Irã não tem o direito de enriquecer urânio? Por que a China não tem o direito de estudar armas militares de precisão? É preciso sempre dar um parecer aos Estados Unidos?

Não sou a favor de armas nucleares, nem guerras, nem nada relativo a terror e crime. Moro no Rio e de crime e terror já experimentei uma dose suficiente. Quero mesmo é falar em direitos iguais.

Os Estados Unidos querem ter o direito de fabricar armas e bombas, nucleares ou não, mas querem coibir outros países de tê-las. O presidente do Irã pode estar errado em toda sua retórica radical, mas está certo quando fala que o Irã tem o direito de querer enriquecer o urânio, para construção da bomba ou não. Se os Estados Unidos podem, por que o Irá não pode? Já repararam também como os Estados Unidos gostam de ignorar acatar a outras decisões que são tomadas em conjunto, mas que não atendem ao seu desejo? O protocolo de Kioto é um exemplo.

O exemplo não é uma maneira de ensinar; é a única” (Albert Schweitzer). Também não gostaria que fosse enriquecido pelo Irã para a construção de uma bomba atômica, não gostaria que a China produzisse armas militares para guerras, não gostaria que Israel tivesse uma bomba atômica etc. Prefiro sempre a paz, quando possível. Mas para isso, não deveria existir nenhum país com esses direitos.

A desculpa que os Estados Unidos (sim, são os vilões nesse caso) dá é o combate ao terror. O que fazem é promover ainda mais o terrorismo e ameaça que eles dizem querer combater. Desculpem-me, mas com o histórico de cinismo dos Estados Unidos ainda sou desconfiado das intenções nesse caso. Agoram querem pensar na segurança mundia? Façam-me o favor! A única contribuição para o combate ao terror que os Estados Unidos poderiam dar é o exemplo.

Deixe uma resposta