A internet brasileira que não tem conivência com o spam

Vou pedir licença ao meu amigo Elildo de me basear no título dele, mas o fato que me alegra é que enquanto a Locaweb mantém uma conivência com o spam, a iniciativa do CGI.br contra o spam tem rendido frutos e aceitação.

O fato é que o spam não agrada, ou melhor, não agrada a ninguém com exceção daquele que envia e aquele que ganha por ser permissivo a essa prática. Mas ainda há vários que se preocupam com a diginidade e em prestar um serviço com excelência para seus clientes e também para a sociedade.

O UOL, um gigante do setor, numa atitude digna de apalusos, se comprometeu e, a partir de 05/01/2010, bloqueou a porta 25 para envio de e-mail, que não exige autenticação e pode ser explorada para envio de spams com facilidade, usando oficialmente a porta 587 para envios de mensagens. O Brasil realmente precisa de outras iniciativas assim:

Entre as fontes que indicam o Brasil como usado para envio de spam, e que foram listadas pelo CGI.br, estão as listas da Composite Blocking List (CBL). Na quinta-feira (7/1), o Brasil estava em segundo lugar na lista, com 12,28% de domínios que foram flagrados enviando spam (por PCs ou mal configurados, ou vulneráveis por código malicioso). Nesse ranking, o país ficou atrás apenas da Índia, com 15%.

A empresa de harware para redes Cisco chegou a afirmar, em relatório, que o Brasil era líder mundial de spam. Mas o relatório, que avaliou em 7,7% a participação do país no envio das mensagens, baseou sua contagem apenas no país de instalação dos servidores que deram origem ao envio, e não nos reais remetentes, que podem ter disparado o envio de outro país.

(Fonte: IDG Now)

Boas práticas de envio de e-mail

O envio de e-mails de newsletter é algo sensível para os servidores de hospedagem. Ainda que já tenhamos esse tipo de propaganda, ainda é grande o desconhecimento de como realizar o envio de maneira que não sejam identificados como fonte de spam.

O que é spam?

Spam é o termo usado para referir-se aos e-mails não solicitados, que geralmente são enviados para um grande número de pessoas. Quando o conteúdo é exclusivamente comercial, esse tipo de mensagem é chamada de UCE (do inglês Unsolicited Commercial E-mail).

O conceito é simple mesmo. Ainda que seja uma só mensagem, caso ela seja indesejada do destinatário já a caracteriza como spam e quem a recebeu pode reclamar aos órgão de controle de abuso da internet.

Diante da reclamação, o IP do remetente vai para análise e inicia-se uma busca por novas reclamações provenientes de envio de mensagens por aquele IP ou de mensagens iguais enviadas por aquele IP (nesse caso, a caracterização de de spam para envio em massa – bulk mail). Após a caracterização o IP entra no banco de dados desses órgão, que propagam a informação para os servidores de e-mail espalhados na internet, que começam a recusar e-mails que vierem daquele IP, ou seja, qualquer domínio que utilize aquele IP para o envio de mensagens é recusado, ainda que não tenha sido o domínio responsável pelo spam.

Como desenvolvedor, quero prevenir que meus clientes tenham estes problemas. Vou utilizar este espaço, que será sempre atualizado, para divulgar a política de utilização e as práticas corretas do envio delistas de e-mail (as newsletters).

  1. O envio deve ser para um destinatário por vez e não para mais de um endereço ao mesmo tempo;
  2. O envio precisa ser feito com um período entre uma mensagem e outra (de 5 a 10 minutos, por exemplo);
  3. É imprescindível monitorar o retorno dos e-mails inexistentes (ou outros erros) e removê-los da lista de envio;
  4. Dar a opção em todas as mensagens enviadas para que o destinatário possa se descadastrar da lista.
  5. Não iniciar o primeiro contato com o cliente por e-mail, ou seja, o envio do primeiro e-mail, sem prévia autorização do cliente, caracteriza a prática de spam.

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