Para se alinhar ao acordo ortográfico

Para quem não pode se rebelar e precisa seguir o acordo ortográfico, o Aurélio lançou um site maravilhoso para a verificação (e aprendizado) do novo acordo. Como o Aurélio disse, a intenção é o aprendizado. Gosto muito disso!

Para ajudar no aprendizado da nova ortografia, foi criado o site UmPortugues.com, que além de trazer o texto oficial do Acordo Ortográfico para consulta, ainda possui um verificador automático que analisa o texto digitado pelo visitante.

Leia o texto do Aurélio na íntegra.

Choque de ordem mas com ordem e respeito

Eu tenho ficado satisfeito com as várias intervenções do choque de ordem que vem sendo aplicado pela comando da nova prefeitura. Pelo menos nas intenções eu sou totalmente a favor, pois o Rio de Janeiro, sabidamente, está um caos em todas as esferas e sentidos. Nisto dou parabéns ao Bethlem.

Uma das ações de ordem ocorreu hoje, buscando por ordem no estacionamento de carros no Rio, e, precisamente, na rua aqui em frente à Universidade Petrobras. Em todo o Rio foram 56 veículos. Deste total uns 8 a 10 daqui da rua.

Uma coisa, contudo, me deixou descontente. A atuação aqui na rua se deu numa falta de respeito ao cidadão. É óbvio que a colaboração dos cidadãos da cidade é imprescindível para que a ordem seja estabelecida, mas o respeito deve ser oferecido para ser recebido também.

Meu carro fica estacionado aqui em frente. Enquanto eu estava na aula de espanhol, recebo a ligação de uma colega de trabalho que desceu para comprar um chocolate me avisando que havia vários reboques na rua, interditando até mesmo o trânsito. Eu não deveria me preocupar, pois onde estaciono não há qualquer placa de Rio Rotativo nem de proibição de estacionamento. Mas resolvi descer levando em consideração a fama que a guarda municipal tem.

Perguntei ao primeiro guarda: “que carros vocês estão considerando ilegalmente parados?” (havia alguns óbvios carros parados na curva e coisa assim, mas resolvi perguntar). A resposta: “eh, esses aqui da via do canto… eh… faz o seguinte, pergunta pro supervisor“. Hein? O cara estava ali, mas não sabia nem o que estava fazendo? Ao supervisor:

– Que carros vocês estão considerando ilegalmente parados?
– Averiguamos que os flanelinhas arrancaram as placas que haviam sido colocadas aqui quando criaram a rua
[a rua da universidade foi criada há poucos meses]
– Mas não há conhecimento de ninguém sobre estas placas, não é?
– É. Mas a ordem é limpar geral.
– Peraí, mas ninguém tem conhecimento de onde é permitido ou proibido parar, tem bastante gente parada corretamente ao lado da calçada. O meu carro, por exemplo, está ali acompanhando o meio fio da pracinha. E desde que a Universidade chegou, e você sabe que quem estaciona trabalha ou estuda na Universidade, ninguém teve conhecimento de placa alguma.
– É. A rua é nova e a pracinha também. Estamos vendo ainda como será o estacionamento da pracinha. Mas a ordem hoje é limpar geral.
– Então, mesmo sem nenhum aviso ou placa, a ordem é prejudicar as pessoas por causa de um ato dos flanelinhas?
– A ordem é limpar geral.
– Então não posso deixar meu carro ali, mesmo sem que tenha placa?
– Eu sugiro, mesmo que temporariamente, que você não deixe o carro ali.
– Então tá.

Já é difícil estacionar na cidade. Com uma falta de respeito dessas, fica difícil. Quanta gente teve a surpresa de não encontrar seu carro ao ir embora. E não houve nenhum aviso! E não há nada que indique que o estacionamento é proibido! O trânsito não é atrapalhado em nenhum momento, pois só acessa a rua quem vem à Universidade. Faltou respeito.

Revista Eletrônica do Vestibular da UERJ

Há projetos que nos deixa lisonjeados de trabalhar apenas pela proposta. A Revista Eletrônica do Vestibular da UERJ foi um projeto assim. Estou muito contente com o resultado.

Já é possível encontrar todas as questões do 1º Exame deste ano com respostas comentadas pela banca que formulou a prova. Há também dicas, artigos, textos comentados e informações sobre as carreiras da universidade, além de dois colunistas. Todo o conteúdo é ligado à educação.

Vale a pena a visita até para quem não é vestibulando. Aproveite mais este canal.

O governo regulando os bancos e nós desenbolsamos

Depois de noticiado nos jornais e no comercial de alguns bancos, entrará em vigor, dia 01 de maio, a nova portaria sobre a regulamentação de tarifas de serviços pelos bancos. A Febraban anunciou nos jornais que se preocupa com a relação dos bancos com seus clientes, zela pela transparência e que deseja ajudar o cliente a poder comparar as taxas cobradas com facilidade.

Legal a idéia. O resultado, para mim, que sou cliente do Banco Real e do Banco do Brasil, é que no Banco Real deixei de pagar R$ 9,00 e passo a pagar R$ 19,00 e no Banco do Brasil passo de R$ 8,00 para R$ 19,00 pelos mesmos serviços. Para nos ajudar, o governo nos faz pagar ainda mais.

Os objetivos centrais da proposta são:

  • maior transparência e comparabilidade;
  • maior racionalização entre os produtos e serviços ofertados e os preços por eles cobrados;
  • melhoria no nível de informações aos usuários (ex: extratos e siglas neles usados).

A iniciativa não é ruim. Mas tenho dificuldade em encontrar quem tenha se beneficiado com ela.

A propaganda que embriaga

Detesto tentativas de manipulação. Semana passada vi uma propaganda da apab, se não me engano, reclamando das últimas decisões do governo acerca das propagandas de cerveja na televisão. O comercial dizia que a publicidade não poderia ser punida pela irresponsabilidade de uma minoria que bebeu demais. Ora, se a publicidade serve justamente para a difusão comercial de determinado produto, ou seja, no fim das contas, influenciar o consumo de algo, como é que não pode ser punida por um produto que causa danos a seus clientes?

Eu sou um grande amante de peças publicitárias. A dos bichos da parmalat, a do bloqueio não! da Oi, as peças (quase todas) da Intelig, por exemplo, são comerciais que eu tenho prazer em assistir mais de uma vez, tal a criatividade e beleza. Mas não admito que usem a propaganda para me embriagar. Peixe podre vendido como salmão eu não compro!

É fato que bebida alcóolica faz mal a saúde. Não vou nem entrar no mérito de que uma dose de álcool no sangue faz bem ao organismo, pois, exceto meu pai, ninguém fica no único cálice de vinho recomendado. A juventude bebe com gosto e sem limite. Entre 2001 e 2005, o percentual de dependência de álcool entre jovens de 12 a 17 aumentou 35%. É fato que a bebida alcóolica traz dependência. É fato que a bebida alcóolica faz estragos por quem dela abusa e, pior, o abuso de uns prejudica quem está perto destes.

Neste último feriado, aqui no Rio de Janeiro houve aumento de 100% de acidentes nas estradas, quase em sua totalidade por uso de bebidas alcóolicas. Só a combinação feriado e bebida alcóolica aumenta em 20% os acidentes de trânsito no país. A partir de investigação com motoristas de São Paulo, em 2007, a Unifesp identificou que quase metade (48%) dos que beberam acima do permitido pelo Código de Trânsito Brasileiro atualmente (dirigir sob influência do álcool em nível superior a seis decigramas por litro de sangue, ou de qualquer substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica) já tinham se envolvido em acidentes de trânsito. O álcool é responsável por cerca de 36 mil mortos por ano no Brasil.

E a abap vem dizer que não tem nada com isso? Ela devia era fazer um movimento para que as agências de propaganda se negassem a fazer peças para empresas de bebidas alcóolicas.

A em emergência

Recebi uma menel* com o seguinte texto:

As equipes de emergência médica se deram conta de que, muito frequentemente, nos acidentes em rodovias, os feridos portam consigo um telefone celular. No entanto, na hora de os médicos fazerem uso para se comunicar algum parente, não sabem com quem contatar entre a longa lista de números.

Assim, lançam-nos a idéia de que todos adicionem em sua agenda do telefone celular um número da pessoa a ser contactada, em caso de acidente, sob a expressão ” A Em emergência”. (O A é para que apareça sempre em primeiro lugar na lista).

É algo simples, não custa nada e poderia nos ajudar demais.

SE LHE PARECE UMA BOA IDÉIA, REPASSE ESTA MENSAGEM AO MAIOR NÚMERO POSSÍVEL DE PESSOAS.

Me perguntei imediatamente se realmente era pertinente. Uma das primeiras coisas que me chamou a atenção é o anonimato da mensagem. Quem escreveu? Realmente as emergências médicas têm influência nisso? Já fico desconfiando dos sinais de Spam e lendas da internet.

Pergunto porque não vejo grande diferença assim não. Há tantos “Pai”, “Mãe”, “Casa” nos telefones celulares (pessoalmente não identifico assim, mas cada um com seu cada um), será que há tanta dificuldade assim? E mesmo que não haja, qual a dificuldade de ligar para um dos números e, provando ser mesmo da emergência médica, conseguir o contato com o familiar daquela pessoa? Ou mesmo pedir que a pessoa contactado ligue para os familiares do paciente?

Ao colocar ” A Em emergência” não estaríamos dando munição para os criminosos no país do sequestro pelo celular? Que facilidade para eles, não? Já saberiam a quem ligar.

Prefiro continuar com a minha desconfiança.

* Sem e-mail é eletronic mail, em bom português mensagem eletrônica é menel. 😛

Vergonha estadual

“Crime tributário não é causa para quebra de decoro. Amanhã, isso pode ser usado contra os senhores. Porque muitos aqui têm problemas fiscais.”
Francisco Dornelles, senador do PP-RJ, defendendo “tecnicamente” a absolvição de Renan (Veja, edição 2.026 – ano 40 – nº 37, de 19 de setembro de 2007)

Como diriam os baianos: Aonde?

Uma tremenda vergonha essa insinuação do senador Dornelles. Os próprios legisladores não se importando no cumprimento da lei e, pior ainda, usando uma brecha para justificar uma abolvição absurda? O senador sabe que está em erro, sabe que o senador Renan Calheiros está errado, mas…

Na página de Marcelo Crivella, outro senador do Rio de Janeiro, ele declara:

Para Crivella, voto secreto desgasta imagem do Senado

Comentando a votação pelo Plenário do projeto que pedia a perda do mandato do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) afirmou que o voto secreto desgastou a imagem do Senado. Disse esperar que Renan, como gratidão ao beneplácito do Plenário, se afaste ou tire uma licença e deixe os outros processos contra ele no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar serem julgados sem sua presença no comando da Casa. Crivella lembrou ainda que, se as seis abstenções se transformassem em votos favoráveis ao parecer do conselho, Renan estaria banido da vida pública até 2019.

O resultado da votação, nesta quarta-feira (12), foi 35 votos pela perda do mandato, 40 contrários e 6 abstenções.
Agência Senado, 12/09/2007

Tá… E cadê o voto do senador? Creio que também foi a favor da absolvição, como Dornelles. Não encontrei na página do senador nenhum meio de perguntá-lo diretamente como foi o seu voto e não acredito que valha a pena perguntar pelo e-mail oficial, mesmo com sua declaração de que “voto secreto desgasta imagem do Senado” talvez sua resposta seja exatamente “desculpe, mas meu voto é secreto”. Será que quebro a cara? Gostaria muito.

[atualização-03/10/2007]Tem vezes que estar certo não é bom. E adivinhar o que o Crivella responderia foi uma dessas vezes.[/atualização]

O terceiro senador é Paulo Duque. Está na vaga, se não me engano, de Sérgio Cabral. O que será que ele votou?

Além de meu descontentamento com o que aconteceu no senado, ainda maior descontentamento com a declaração de Dornelles e a percepção de que todos os votos do Rio de Janeiro foram a favor da absolvição de Renan Calheiros, não quero ser contado entre os de memória curta. Ficará registrado o que aconteceu para que eu não vote em nenhum dos três na próxima eleição. Quem colabora com o crime é cúmplice.

Quem souber de outras manifestações sobre os senadores de seu estado, por favor, me avise.

[atualização-03/10/2007]
Confira como votaram os senadores. E é interessante o detalhe que “o resultado divulgado pela Casa apontou que 40 senadores votaram pela absolvição, 35 pela cassação, enquanto outros seis se abstiveram. Ouvidos pelo Terra, no entanto, 41 senadores disseram que votaram a favor da perda de mandato.
[atualização]

Textos relacionados:

Para amar uma mulher

Recebi de um amigo que se lembrou de mim e minha esposa. Natural que eu dedique a ela, com quem sou um.

Para amar uma mulher é preciso saber escutar
cada sorriso.
Sejam abertos ou fechados,
ou apenas prenunciados.
Numa pluralidade, o valor singular.
Em seu disfarce ou sinceridade,
a forma da mulher se expressar:
Quando um “não” é dito como “sim” …

Para amar uma mulher é assim:
sinta cada fio
do seu cabelo.
Fronteira entre a força e a delicadeza
No toque macio,
enxergar a aspereza e as dores
que ela guarda dentro do peito
e querer saná-las de qualquer modo,
custe o que custar,
de qualquer jeito.

Para amar uma mulher
faça dela o primeiro plano, tua estrela.
Entre o universo de amigos,
aquele futebol, a televisão domingueira,
escolher ficar com ela, surpreende-la.
Até assumir um estilo romântico, Shakesperiano…
Sussurrar que a amará por duzentos anos,
a toda hora, a vida inteira.
Só um poeta e uma mulher sabem o poder das palavras….

Para amar uma mulher ainda que não a entendas,
aceita-a,
e a deita em teu colo no desespero
daquele choro sem motivo,
em exagero.
Elogia aquele batom que te convida,
daquele sem finalidades,
em despedida….
Perdoa suas fraquezas,
seu lado enciumado,
compreenda que neste campo mimado,
se a pisares, ela explodirá.

Para amar uma mulher, não é preciso esperar…
Ela já te espera, sabe que existes.

Para amar uma mulher
é necessário ser doce feito mel…
deixando-se deitar-se e lambuzar-se nele.

Para amar uma mulher,
basta fazer com que ela se sinta amada.

(Autor desconhecido)

“Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão os dois uma só carne; assim já não são mais dois, mas uma só carne.”

Marcos 10.7 e 8

Dia do trabalho

A todo instante vimos na televisão os supermercados anunciando “funcionamento normal” no dia 1º de maio, o Dia do Trabalhador.

Não foi só isso, tenho certeza. Por onde passei, a grande maioria das pequenas empresas estava aberta. É bem provável que grande parte do TeleMarketing também estivesse trabalhando, nem que fosse em escala ou hora-extra. Creio que a grande maioria dos verdadeiros necessitados do 1º de maio não usufruíram dele.

As repartições públicas e as grandes empresas fecharam no 1º de maio, sem contar os que emendaram. Mas estes já são locais onde as pessoas, se já não trabalham com o que gostam, têm excelentes condições de trabalho e/ou financeiras. Geralmente são pessoas que já têm prazer de trabalhar.

São exceções os que trabalham num supermercado, no telemarketing, na faxina, como entregador, como atendente de loja etc, por prazer. Mas esses não tiveram o seu descanso no feriado, mas serviram os que tiveram. E em tempo integral, pois tudo estava em “funcionamento normal“.

O Dia do Trabalhador mudou mesmo, alías, repararam que faz tempo que só chamam de Dia do Trabalho? Deve ser por isso.

Há exceções na administração pública

É preciso divulgar e aplaudir as iniciativas que encontramos dentro do governo para o desenvolvimento. Infelizmente, podemos perder muito tempo pontuando as decisões burocráticas que emperram a evolução do nossa país e tão pouco tempo temos de conhecer e espalhar as boas atitudes. É impreterível, portanto, que sejam divulgadas e alardeadas, pois há bons exemplos de administração públicas no Brasil.

As belas exceções, ainda que em alguns casos possam ser medidas impopulares, demonstram a força de vontade e real desejo de trabalhar para o eleitor, o crescimento do país, a melhora da gestão pública, a criação de um ambiente propício ao verdadeiro plano de aceleração do crescimento, não aquele tapa-buraco divulgado pelo governo.

As micros, pequenas e médias empresas é que se favorecem com isso. E o mercado nos mostra o acerto em favorecê-las, pois elas crescem mais do que as grandes.

Ataque à burocracia

Insatisfeitos com a vergonhosa marca de 152 dias, em média, para a criação de uma empresa no Brasil, Alagoas criou uma forma de desburocratizar esse processo, principalmente para os micro e pequenos empresários. As Centrais de Atendimento Empresarial Fácil reúnem em um só local instituições municipais, estaduais e federais responsáveis pelo processo de legalização de empresas. Em Maceió, dos 124 dias anteriores, hoje já é possível abrir uma empresa em apenas seis dias. A Central funciona como uma linha de montagem, concentrando dez órgãos públicos em um mesmo lugar e com guichês dispostos na ordem ideal para análise dos documentos – um papel analisado é transferido para a mesa ao lado até a conclusão do processo. Todo os atestados e certidões negativas também são retirados na Central.

Ao todo, 24 documentos foram dispensados. Documentos que precisavam ter uma cópia para cada órgão, como a carteira de identidade dos sócios, só são exigidos uma vez, ou seja, uma cópia para todo o processo. Na capital, a criação da Central rendeu a regularização de 8 000 negócios e a taxa de arrecadação da prefeitura cresceu 140%. O projeto foi concebido e posto em prática pelo Sebrae alagoano.

Compras pelo computador

O volume de 3,8 bilhões de reais das compras do governo de Minas Gerais, o que comprometia o orçamento até para o pagamento do funcionalismo, incentivou o governador Aécio Neves a uma nova medida para gerenciar as compras, já que cada órgão realizava suas licitações separadamente. A solução, que concentrou as compras, foram os pregões eletrônicos. “Com essa mudança, ganhamos economia de escala e fornecedores”, diz Ana Cristina Braga Albuquerque, diretora da Superintendência Central de Recursos Logísticos e Patrimônio de Minas Gerais. Os pregões correspondem a 97% das licitações do estado, o primeiro a tornar obrigatório o uso de pregões eletrônicos para licitações de bens e serviços.

Com os pregões, os processos de licitação ganharam transparência, é aberto a todos os interessados, evita arranjos entre os concorrentes e joga os preços para baixo. A economia de Minas é de 803 milhões de 2003 a 2006, um ganho de 23% sobre o valor inicial das compras. A digitalização dos processo também permitiu um total controle, desde o planejamento até o pagamento. A tecnologia sendo usada para acelerar o crescimento e sendo um instrumento para os gestores públicos.

Cidade plugada

Aqui, a infra-estrutura montada para informática tem a mesma prioridade das redes de água, luz e transporte”, diz Franklin Dias Coelho, coordenador-geral do projeto Piraí Digital. O município fluminense, distante 80 quilômetros do Rio de Janeiro, desde 2004, incluiu seus 23 000 habitantes no mundo digital. O projeto atende às escolas municipais, que deixaram de usar o computador apenas na aula de informática, e permitiu um convênio com as três universidades públicas do Rio de Janeiro. Os alunos formados no Ensino Médio podem estudar sem sair do município, pois as aulas são disponibilizadas pela internet. Pela cidade e nas zonas rurais, foram dispostos quiosques digitais para que a população possa acessar ofertas de emprego, serviços da prefeitura, reclamações e pedidos por uma ouvidoria online, cotações de produtos dos campos, preços de insumos, além de ter à disposição 25 000 endéis gratuitos.

O prefeito de piraí, Luiz Fernando de Souza – atual vice-governador do Rio de Janeiro -, usou o programa de financiamento do BNDES para modernização tributária dos municípios. Ele descobriu que o valor gasto para conectar as secretarias era suficiente para incluir as escolas da região e também terminais públicos. A complementação do orçamento se deu na parcerias com empresas instaladas no município. A cidade conquistou três prêmios internacios e três nacionais pelas instalações da rede híbrida de banda larga. Em uma reportagem da Newsweek, em 2006, sobre oferta de acesso à internet, Piraí foi uma das conco apontadas, ao lado de Nova Iorque, Londres, Tóquio e Auckland. A afirmativa de Flanklin Dias Coelho sintetiza o desenvolvimento proporcionado: “No passado, investir em estradas era a forma mais rápida de conseguir o desenvolvimento. Atualmente o caminho do crescimento são as infovias”. Veja os prêmios conquistados na página do projeto (http://www.piraidigital.com.br/).

Combate à informalidade

Porto Alegre resolveu lidar com o mercado informal dos camelôs criando os centros populares de compra (CPCs), um investimento de 12 milhões de reais (bancado pela iniciativa privada), com o propósito de transferir e formalizar os camelôs. A prefeitura busca um valor compensador que convença os ambulantes a irem para os CPCs. Esse valor é calculado de acordo com o custo atual para estocagem e transporte diário que os ambulantes têm com suas mercadorias, praticamente fazendo com que os camelôs continuem com os mesmos gastos, mas agora legalizados e fazendo com que a prefeitura aumente a receita alargando a base de contribuintes, ao invés da alternativa costumeira, aumentar impostos.

O incentivo para a legalização da economia, uma das prioridades da atual administração gaúcha, foi a agilização no tempo para liberação do alvará de funcionamento. O que antes demorava 20 dias, passou para 15 minutos. Para os que não possuem todos os documentos em ordem, é expedido um alvará provisório para que se regularize a situação, medida já em uso desde setembro do ano passado. Já são mais de 1 000 alvarás provisórios expedidos, mais uma ferramenta para o combate aos 40% de ilegalidade da economia local.

O programa foi concebido pelo prefeito, José Fogaça, quando este assumiu o cargo, junto com o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, que ofereceu seus técnicos e os da Fundação Christiano Ottoni, de Minas Gerais, para ajudar a prefeitura a adotar ferramentas modernas de gestão e treinar os funcionários. A verdadeira PPP.